CCR Metrô Bahia garante geração de renda para costureiras locais a partir de ação social

Parceria com aceleradora permitiu produção de máscaras e vai beneficiar cerca de 20 famílias de mulheres baianas e de comunidades carentes

Maria Helena Bastos convidou quatro amigas costureiras para ajudar na missão de confeccionar mil máscaras para o projeto

Para milhares de baianos, colocar comida na mesa e pagar contas básicas como de água e luz tornou-se uma tarefa ainda mais árdua e de muita resiliência com a pandemia do coronavírus. Uma das alternativas encontradas por muita gente para driblar as dificuldades do momento foi a confecção de máscaras de tecido, que vai muito além de um equipamento de proteção individual que salvam vidas. Elas também têm sido protagonistas ao “salvar a renda de muitas famílias.
Mulheres, baianas e de comunidades carentes. Esse é o perfil de quem tem sentido na pele os efeitos potencializados desta crise. São donas de casa, artesãs, cabeleireiras e outras profissionais que tornaram-se costureiras neste momento. Algumas, estão aperfeiçoando a profissão. Outras tantas, precisaram se reinventar e desenvolver a habilidade da costura. Graças à iniciativa da CCR Metrô Bahia e do Instituto CCR em parceria com a Wakanda: educação empreendedora, uma empresa de educação empreendedora focada no atendimento de empreendedores periféricos, elas passaram a ter nas máscaras confeccionadas uma opção de renda. Entendendo o cenário atual e todas essas nuances, a concessionária que administra o Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas investiu na produção local de máscaras de tecido. A iniciativa está beneficiando quase 37 mulheres e cerca de 20 famílias de bairros como Valéria, Águas Claras, Sete de Abril, Engenho Velho da Federação, Itapuã, Bairro da Paz, São Gonçalo do Retiro, Pero Vaz, São Caetano, Matatu de Brotas, Sussuarana, Boca do Rio e Federação. Uma ação social com via de mão dupla:  a geração de renda para famílias baianas e, com isso, investimento na economia local, além da doação de máscaras para quem também precisa se proteger contra o vírus.
“Sabemos dos impactos econômicos e financeiros da pandemia, sobretudo, nas comunidades. Ao buscar a Wakanda para esse projeto social, buscamos gerar renda para as famílias, além de valorizar e dar destaque ao trabalho realizado pelas mulheres de comunidades carentes”, enfatiza o Gestor de Comunicação e Sustentabilidade da CCR Metrô Bahia, Álvaro Britto.
Assim, foi formada uma nova rede solidária na Wakanda. A empresa de educação que tem foco no desenvolvimento e empreendedorismo feminino e é idealizada por Karine Oliveira, fez a seleção das participantes e a imersão de conhecimento sobre como produzir máscaras de tecido com três camadas - conforme recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) - de forma virtual. Tudo isso para dar conta da encomenda de 10 mil máscaras. “A maioria das mulheres da periferia empreende por necessidade e para garantir a sobrevivência da família. Muitas delas nem receberam o auxílio emergencial e foi bem neste momento delicado que fomos convidadas pela CCR Metrô Bahia para participar deste projeto social. Fizemos uma rede e repassamos a demanda para essas mulheres, muitas chefes de família. Essa foi a forma que encontramos de proteger as famílias e podermos seguir com o nosso trabalho de capacitação e fortalecimento do trabalho feito na periferia”, destaca Karine.
Suzane Silva, de 46 anos, mora com o marido e seu filho caçula, de 21 anos. Desempregada desde 2017, ela começou a fazer ajustes de roupa e customização para se manter. Desde o início da pandemia, ela também passou a confeccionar máscaras de tecidos por conta da demanda da comunidade do Bairro da Paz, onde mora. Para ela, a encomenda foi um alívio já que não tem renda fixa. “Temos aluguel, comida, água, luz, e as contas não param de chegar. Acabamos reunindo a família e fazendo uma produção coletiva aqui em casa chegando a produzir cerca 80 máscaras por dia. Além da ajuda de meu marido e meu filho na costura, conto com a parceria de minha filha sempre que vem aqui em casa, no fim das contas, fizemos 600 máscaras para esse projeto”, conta. A dona de casa tem noção da importância do seu trabalho e lá no início, em março, chegou a vender máscaras pelo preço de custo. “Eu sabia que a comunidade não conseguiria pagar caro pelas máscaras já que são muitos membros em uma só família aqui. Então, eu fiz um estudo e dispensei a minha mão de obra, passando a cobrar apenas pela matéria-prima. Assim, também estou cuidando da minha comunidade”, orgulha-se. 
Em Águas Claras, a dona de casa e artesã Maria Helena Bastos, de 43 anos, decidiu compartilhar o trabalho e o lucro do projeto com outras famílias do bairro. “Assim que eu recebi a encomenda das máscaras para esse projeto da CCR Metrô Bahia com a Wakanda, pensei logo em dividir com as minhas amigas. Assim, elas me ajudam na produção e também ganham financeiramente. Consegui envolver outras quatro costureiras, então somos cinco famílias contempladas com o projeto. Também fico muito feliz em proteger as pessoas e ajudar a nossa cidade a sair dessa logo”, destaca. Dona Maria que se divide entre a costura, os afazeres da casa e a faculdade online de pedagogia, já contabiliza mais de 2 mil máscaras até o mês de junho.
Desde março, a CCR Metrô Bahia vem atuando no combate à Covid-19 e seus impactos através de estratégias para evitar aglomerações, intensificação de limpeza e campanhas de conscientização em trens, estações e terminais de ônibus, além de ações sociais com as comunidades. A concessionária já fez a doação de mais de 10 toneladas de alimentos e material de higiene e vem se articulando para realizar novas ações sociais visando atenuar os efeitos da pandemia na cidade.



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