Felipe Cruz De Duque de Caxias,é reconhecido como o melhor tatuador da Baixada Fluminense

por Juci Ribeiro
  

Nascido em uma comunidade de Duque de Caxias, Felipe Cruz é reconhecido como o melhor tatuador da cidade da Baixada Fluminense

O profissional da tatuagem recordou sua infância e sua primeira experiência com tatuagem


Para quem nasceu e foi criado em um cenário de pobreza e criminalidade, poder sair dali já é uma grande vitória. Nascido e criado na comunidade da Vila Operária, em Duque de Caxias, Felipe Cruz, perdeu muitos amigos e parentes para o tráfico, mas conseguiu desvencilhar do crime e, hoje, é um dos melhores tatuadores da Baixada Fluminense.


"Me sinto um vencedor por ter saído dali . A galera de la me enxerga desta forma. Alguém que conseguiu sair daquele cenário de criminalidade sem se envolver com o crime e não fez parte de tantas estáticas", conta o profissional, que teve na escola incentivo para começar os primeiros passos no Desenho, arte essencial para um bom tatuador.

"Estudei minha vida inteira na Escola Estadual Vinícius de Moraes. Lá tive duas professoras que enxergaram meu talento com desenhos e me incentivaram", 


O primeiro contato que Felipe teve com o mundo do tattoo foi através de uma revista chamada "Almanaque da Tatuagem". 

"Depois disso fiz uma tatuagem tribal na barriga, que tenho até hoje, com um tatuador lá na comunidade. Também, pedi para fazer uma tatuagem nele. Ele gostou e conseguiu minha primeira cliente. Então, fiz a primeira tatoo por 10 reais", recorda, Felipe, que começou a trabalhar em casa, mas sem a expectativa de ganhar muito dinheiro.

Mais velho de três irmãos, ele teve sua primeira experiência no mercado de trabalho como chaveiro. Depois trabalhou em farmácia e em uma gráfica no Jornal do Brasil.  Paralelamente, tinha a tatuagem como hobby, sem ganhar dinheiro necessário para o seu sustento. 

Mas apesar do talento, Felipe quase desistiu de ser tatuador. Foi então que seu pai o incentivou a não parar, já que ele enxergava o potencial do filho, e ainda, junto com a mãe do tatuador, compraram sua primeira máquina. 

Em Caxias, o profissional alugou uma salinha, mas o negócio ainda não era  lucrativo. Logo após, ele foi trabalhar com um amigo em um estúdio em Nilópolis . 
"Foi ao lado dele que ganhei meu primeiro prêmio. Mas, eu ainda, não tinha clientela fixa e pensei, novamente, em desistir e procurar um emprego com a carteira assinada. 

Foi então que seu amigo, Dell, disse para ele ter confiança que, logo, a vida ia mudar. Então ele, foi fazer curso de tatuagem realista e começou a trabalhar loja de um profissional, chamado Junior, que foi muito importante na transição de Felipe de um tatuador de bairro para artista. 


Depois, Cruz trabalhou em um estúdio que trabalhou em estúdio de renome e lá aprendeu a ser artista e viver só de tattoo.

Com o tempo, veio prêmios, reconhecimento e uma alta procura pelos seus serviços, tanto que ele tem a agenda lotada. Além disso, Felipe já conseguiu adquirir alguns bens.

"Já consegui montar casa e comprar dois carros", disse o tatuador, que tem como  lema uma relação de amizade com os clientes e tentar ser o melhor do Rio: 

"Oferecer um bom trabalho e meu atendimento é o meu diferencial neste mercado concorrido".


Fotos Divulgação
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