Sam's Club nega atendimento à idosa ferida nas dependências da loja

Por Juci Ribeiro

Nair do Carmo Salgado Martins feriu o pé com peça perfuro cortante da etiqueta de segurança.

A loja Sam's Club da Avenida Antônio Carlos Magalhães, em Salvador/BA, omitiu atendimento à idosa Nair do Carmo Salgado Martins (60), no último dia 23 de maio, por volta das 12h, após a cliente pisar em uma peça perfuro cortante da etiqueta de segurança do estabelecimento. O objeto penetrou por completo no pé da cliente hipertensa e diabética.

Após o incidente, ao solicitar suporte médico à gerente do estabelecimento, foi informada de que os primeiros socorros seriam acionados, mas a avaliação foi realizada pela sanitarista da loja, ou seja, uma profissional sem aptidão para atendimento clínico.

Clientes revoltados com a situação, uma vez que a idosa sangrava muito e não recebeu o cuidado adequado, acionaram a polícia, que encaminhou Nair ao hospital, acompanhada por um preposto do Sam's Club. Ao ser questionada pelo médico sobre qual objeto feriu a idosa, a funcionária da loja retirou o objeto da roupa íntima e o recolheu para o mesmo local em seguida.

O advogado da idosa, Lucas Santa Bárbara, aponta que as medidas judicialmente cabíveis serão discutidas em audiência que acontece no dia 6 de agosto. “Em tese, a nossa ação requer a restituição de todos os gatos com medicamentos e procedimentos que a idosa teve por conta do acidente ocorrido na loja e demanda a indenização por danos morais, ante a má prestação dos serviços e a omissão de socorro.”, aponta.

A ação é baseada no estatuto do idoso e, portanto, foi solicitado que o Ministério Público da Bahia seja acionado, aos cuidados do Grupo de Atuação Especial de Defesa dos Direitos dos Idosos e das Pessoas com Deficiência (GEIDEF), tomando como autor o Sam’s Club, configurado por seus representantes legais, a gerente da loja e todos os funcionários envolvidos no fato.

Até o momento, a cliente não teve nenhum suporte do Sam’s Club, rede da qual era associada. “Por isso, esperamos que a justiça atenda às expectativas da cliente, no que tange a um julgamento justo e punitivo pela má conduta que foi submetida.”, finaliza o advogado.

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