A narradora indiana Geeta Ramanujam é convidada do Teatro Griô em Flor

Por Juci Ribeiro

A educadora fará uma sessão de histórias na sexta-feira (15), às 21h no Teatro Goethe-Instituit


Utilizando a narração de histórias como ferramenta educacional e cultural em diversas instituições do mundo, a narradora indiana Geeta Ramanujam traz pela primeira vez para Salvador suas técnicas de interpretação e de narração para o projeto Teatro Griô em Flor, que fica em cartaz até dia 17 de dezembro no Goethe Instituit. O valor do ingresso para as apresentações, fica a critério do público, com o esquema pague quanto puder.

Em um intercâmbio artístico com os fundadores e coordenadores do grupo Teatro Griô, Geeta vai contar histórias em inglês com ajuda de um tradutor e em um idioma que é falado só entre a sua família. Suas expressividades corporais e gestuais vão fazer com que, mesmo aqueles que não conhecem a língua em que ela está contando a história, possa se envolver com a narração, além de compreender e interpretar.

O  Encontro Inspirado nas Narrativas de Tradição Oral,  permite revelar a arte de narrar histórias e aproximar o público de todas as idades, dos artistas, mestres narradores e pesquisadores que se inspiram na tradição oral das histórias, cantigas, versos e demais tramas populares.

O projeto traz uma vasta programação composta por espetáculos, apresentações musicais, oficinas artísticas, rodas de cantigas e versos, cortejos, literatura de cordel, além de sessões de histórias com mestres narradores e rodas de conversa.


Sobre Geeta Ramanujam
Geeta Ramanujam é indiana, sua mãe contava para ela contos da sua vila nativa Tamil e seu pai lia Oliver Twist e a Cabana do Tio Tom. Geeta cresceu em Bombay contando histórias, além de contadora de histórias é educadora, acadêmica e administradora. É a irmã mais velha de sua família e casou-se antes de completar a escola. Mas isso não a impediu de continuar seus estudos nas áreas de educação, biblioteconomia e economia. Trabalhou voluntariamente em escolas de bairro no Canadá e Estados Unidos e utilizava histórias e versos para debelar a atitude racista contra negros e indianos. Quando voltou para sua casa começou a trabalhar como professora de educação infantil em Bangalore, onde era conhecida como Tia Pirulita ou a Tia da História. Mais tarde ela elaborou o currículo de Social Studies, onde mais uma vez introduziu aulas com narração de histórias. Cuidou da biblioteca da sua escola montando diferentes cantos de leitura. 

Os pais dos alunos começaram a se interessar pela narração de histórias e começaram a ajudá-la a organizar workshops de narração, dos quais inúmeras crianças participaram. Geeta utiliza a narração de histórias como ferramenta educacional e cultural em diversas instituições do mundo e já se apresentou na Escócia, no Brasil, na Suécia, na Polônia e em outros diversos países. É diretora executiva do Fundo Kathalaya, que é a culminação de sua visão e sabedoria, estabeleceu e fundou a academia de narração de histórias, a única academia de narração de histórias internacionalmente reconhecida no mundo. 

É membro da Ashoka. Sua expressividade corporal e gestual fazem com que, mesmo aqueles que não conhecem a língua em que está contando, possam se envolver com as histórias. Muitas das histórias que conta são do sul da Índia e da região de Tamil, mas também conta histórias de outros países, apenas não estão em seu repertório contos de fadas de príncipes e princesas, pois para Geeta a beleza desses personagens, geralmente, loiras e alvas se opõe a beleza morena e de pele escura indiana, acabando por gerar um efeito negativo. Sua busca é por, cada vez mais, utilizar a narração de história na educação através da formação de professores.  

PROGRAMAÇÃO:
Terça-feira, 12 de dezembro:
20 horas – Abertura: Sessão de histórias e cantoria com o grupo Teatro Griô e os Narradores convidados do Encontro.
Quarta-feira, 13 de dezembro:
19 horas – Espetáculo Causos de Zé Bocó e Mané Preguiça;
20 horas - Sessão de histórias com Ruy Póvoas (Itabuna-BA);
21 horas – Espetáculo Histórias de Causar Espanto.
Quinta-feira, 14 de dezembro:
Das 09 às 12 horas – Oficina Irê Ayó – Mitos afro-brasileiros, com Vanda Machado;
19 horas – Espetáculo Fios de Memória, com Coletivo Avoa Voz (SP);
20 horas – Roda de Cantigas com Lydia Hortélio;
21 horas – Sessão de histórias com Regina Machado (SP).
Sexta-feira, 15 de dezembro:
Das 09 às 12 horas – Oficina Música da Cultura da Infância, com Lydia Hortélio;
19 horas – Apresentação musical Cantoria, com Celo Costa e banda;
20 horas - Espetáculo Um Tal de Pedro Malasartes... Histórias, Façanhas e Artes;
21 horas – Sessão de histórias com Geeta Ramanujam (Índia).
Sábado, 16 de dezembro:
Das 09 às 12 horas – Oficina Arte de narrar histórias, com Rafael Morais;
15 horas – Apresentação musical Essa Toalha tem estória, com Sálua Chequer;
16 horas - Sessão de histórias com Mabel Velloso;
17 horas – Roda de Cantigas com Grupo Teatro Griô e Lydia Hortélio;
18 horas – Sessão de histórias com Panôs, com Grupo Teatro Griô e Vanda Machado;
19 horas - Espetáculo Causos de Zé Bocó e Mané Preguiça;
20 horas – Show com Bule Bule (Camaçari-BA).
Domingo, 17 de dezembro:
Das 09 às 12 horas – Oficina Arte de Tecer histórias, com Tânia Soares”.
15 horas – Apresentação musical com o grupo Corrupio;
16 horas - Sessão de histórias com Vovó Cici;
17 horas – Espetáculo Minha Aldeia – Sessão de histórias e cantigas do Teatro Griô;
18 horas – Show Pradarum, com Gabi Guedes e banda;
19 horas - Espetáculo Um tal de Pedro Malazartes... Histórias, Façanhas e Artes;
20 horas – Encerramento: Apresentação com Grupo Teatro Griô e convidados.
Serviço: O quê? TEATRO GRIÔ EM FLOR – Encontro Artístico Inspirado nas Narrativas de Tradição Oral;
Onde? Teatro do Goethe-Institut/ICBA (Corredor da Vitória, 1809)
Quando? De 12 a 17 de dezembro de 2017, de terça-feira a domingo;
Quanto? Pague quanto quiser!
Estacionamento gratuito com acesso através do Vale do Canela.
Inscrições para as oficinas através do e-mail:teatro@teatrogrio.com.br




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